segunda-feira, 28 de março de 2016

Jennifer Warnes


Jennifer Warnes  tinha tudo para ser apenas uma segunda voz, eclipsada pelo brilho de um imenso sol chamado Choen.  Só alguém com um excepcional  talento consegue sair da orbita de um (bom) monstro do panorama musical e ter uma carreira a solo de sucesso. Em 87, Jennifer edita um maravilhoso disco apenas com covers do seu mentor.   Joan of arc , famous blue raincoat ou o profético  first we take Manhattan são, para mim, as melhores interpretações de Choen.


Antes, em 82, conheceu um êxito enorme ao lado do saudoso Joe Coker com a romântica balada  Up where we belong, do filme Oficial e cavalheiro.  

Em 87, , outra dupla, agora com Bill Medley, leva-a a conhecer um êxito enorme com (I've Had) The Time of My Life,  do filme Dirty dancing. 

Referir que ambas as ganharam o Óscar de melhor canção original. 

Jennifer Warnes editou alguns álbuns de originais ( The hunter é, claramente o meu preferido) repletos de sensibilidade e muito bom gosto: The hunter, way down deep, And so it goes ou Somewhere, somebody.


Para mim, e não considerando os standards de Leonard Choen,  os melhores covers desta distinta senhora são Love hurts e Lights of Louisianna

segunda-feira, 21 de março de 2016

Vaya con Dios


Os franceses, vá-se lá saber porquê, tem o péssimo hábito de “nacionalizar” valores Belgas. O Tintim é um bom exemplo  desta trapaça gaulesa.

Na música passa-se algo parecido. Jacques Brel, um dos símbolos mais acarinhado pelos franceses,  é afinal  Belga, tal como, aliás,  Salvatore Adamo.  

A lista de mal feitorias continua: a franco-canadiana Lara Fabian nasceu em  Etterbeek que, até hoje, pertence à pequena Bélgica. Também o delicodoce Art Sullivan de vozinha híper- sensual  não é francês.

A par do muito lixo sonoro produzido na Bélgica (ao lixo ninguém lhes muda a nacionalidade), estes flamengos e valões de tão má vizinhança entre eles,  souberam dar ao mundo na década de 60 os “clássicos” Wallace Collection ( Day dream,  Baby love, Fly me to the earth  e Parlez moi d’amour).


Acontece que esta rúbrica é sobre os anos 80 e eis que os Belgas conseguem (surpreendentemente) brilhar alto com os Vaya com Dios. Foi um voo muito alto mas surpreendentemente breve: a inspiração brilhou apenas nos três primeiros álbuns. Mas esta banda que foi com Deus, com a música cigana, a latina, o Jazz e um pop ligeiro, deixou-nos várias (e boas) pérolas: What's a woman, Puerto ricoDon't cry for Louie, Just a friend of mine, Nah neh nah, Heading for a fall, Don't break my heart e Farewell song

sábado, 12 de março de 2016

Marianne Faithfull



As grandes paixões, normalmente as mediáticas, tem um mau fim. Que o diga Marianne Faithfull, mais conhecida pela (tumultuosa) relação com Mick Jagger que pela sua carreira musical.

Foi-se o amor, vieram as drogas, o álcool e no final da década de 70 veio também o amargo Broken english. No meio de excelentes canções, uma pérola ( ballad of lucy jordan) e um excelente cover de Lenon ( Working class hero). Dizia-se que a inconsolável namoradinha do Rolling stone tinha atingido o seu auge com este álbum.

Pura ilusão. 

“A child adventure” de 83 é uma pérola,  injustamente caída no esquecimento. Que o digam falling from grace, ashes in my hand, , Ireland ou times square. Convenhamos que são muitas canções, todas elas excelentes, reunidas num só álbum.

Depois a Marianne cansou-se e… apenas dois “best of”,  mais  dois álbuns com excelentes  de covers (  As tears go by, I't all now baby blue ou Boulevard of broken dreams) e termina a década de 80.


quinta-feira, 10 de março de 2016

The waterboys

A banda escocesa The waterboys  teve o seu período áureo  nos anos 80 com três magníficos álbuns: A pagan place (84), This is the sea (85) e principalmente  Fisherman’s Blues (88).

A longas composições, normalmente com mais de 6 minutos e a forma empenhada de cantar do seu trovador (Mike Scott) são as imagens de marca deste grupo que tão bem consegue fundir o folk com o rock.  

Injustamente, a banda é conhecida apenas pelo êxito the whole of the moon. No entanto musicas como fisherman's blues, The pan within, And a bang on the ear e, principalmente, Red army blues, são autenticas pérolas.

Permitam-me este realce:   Purple Rain é um dos melhores covers que conheço.

A banda faz 35 anos ainda este ano e consegue manter fresca a sua criatividade. Nesta década  (que ainda vai a meio) já presenteou o mundo com 5 álbuns;  mais calmos, com maior pendor folk, mas, fundamentalmente, 5 belos álbuns. Alguns exemplos de belas canções: Song of Wandering Aengus, Too Close To Heaven, Peace Of Iona, November tale, How Long Will I Love You